Luís de Camões «Se as penas com que Amor tão mal me trata…»
Se as penas com que Amor tão mal me trata Permittirem que eu tanto viva dellas, Que veja escuro o lume das estrellas, Em cuja vista o meu se accende e mata; E se o tempo, que tudo desbarata, Seccar as frescas rosas, sem colhellas, Deixando a linda côr das tranças bellas Mudada de ouro fino em fina prata; Tambem, Senhora, então vereis mudado O pensamento e a aspereza vossa, Quando não sirva ja sua mudança. Ver-vos-heis suspirar por o passado, Em tempo quando executar-se possa No vosso arrepender minha vingança. Luís Vaz de Camões (1524–1580) Любовь, меня питающая ядом, … Читать далее →








